sexta-feira, 9 de março de 2012

Ao Pensar da Madrugada


- Prelúdio -

Edgar M. B. Neto

Acordado nessa longa e duradoura madrugada me pego pensando sobre várias coisas. Coisas essas que tem a força penetrante da insistência, a força que derruba quaisquer barreiras que a mente tente inutilmente levantar. Tais coisas – algumas mais, outras menos – me colocam para pensar. Pensar, as vezes, sobre épocas passadas, hoje em dia a muito remotas, onde tudo era de uma simplicidade singela, onde os devaneios não eram uma “preocupação”, mas sim sonhos inocentes de uma mente virgem aos olhos do mundo.

As vezes me pego e me surpreendo pensando em pessoas, algumas - em grande maioria – que já não ocupavam espaço em minha memória ou que já se encontravam profundamente ocultas entre as brumas do pensar. Pessoas essas que já me proporcionaram inúmeras alegrias e por ventura algumas tristezas, que um dia pensei que fossem durar para sempre em uma corrente de amizade uma vez forjada na chama da inocência, mas que hoje em dia me parecem estar enterradas a sete palmos em um “Cemitério de Memórias” em algum lugar nos campos confusos e por algumas vezes inabitados de minha mente.

As vezes determinados momentos vem à tona. Momentos que me jogam em um redemoinho de memórias situado em um mar de pensamentos que muitas vezes me fazem acordar em uma praia do sonhar.



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